Participações internacionais falaram presencialmente e por simpósio satélite
Outros dois eixos temáticos marcaram a tarde e noite desta segunda-feira, dia 28/09, durante o segundo dia de atividades do III Congresso Ibero-Americano sobre Governança Universitária, sediado pelo Unilasalle Canoas. Iniciando as atividades do eixo sobre Gestão Universitária Atual: Relação entre Universidade, Empresa, Governo e Sociedade, o Prof. Dr. Evaldo Luis Pauly gerenciou os trabalhos […]
Outros dois eixos temáticos marcaram a tarde e noite desta segunda-feira, dia 28/09, durante o segundo dia de atividades do III Congresso Ibero-Americano sobre Governança Universitária, sediado pelo Unilasalle Canoas. Iniciando as atividades do eixo sobre Gestão Universitária Atual: Relação entre Universidade, Empresa, Governo e Sociedade, o Prof. Dr. Evaldo Luis Pauly gerenciou os trabalhos da mesa redonda com a participação do prof. Dr. Juan Bautista Abello Romero, da Universidade de Los Lagos, do Chile. Romero compartilhou os resultados de sua pesquisa, que traz dados sobre a interação de mais de 270 universidades ibero-americanas com membros externos: empresas e sociedade. Os resultados mostram que 26% das universidades não tem relação com membros externos e 50% tem somente relacionamento com um membro da sociedade. A conclusão é que há uma escassa possibilidade de conquistar novos recursos, um cenário que precisa ser mudado para a sustentabilidade financeira.
A discussão continuou com a participação do Reitor da Univattes, Prof. Me. Ney Lazzari, que trouxe o modelo do Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas como exemplo de inovação na governança universitária. Com uma análise da evolução das universidades no Brasil e no RS, Lazzari demonstrou o quanto é possível crescer no número de alunos. “Hoje estabilizamos nosso número de alunos, enquanto o Brasil vem em uma crescente. Há potencial para aumentarmos esse número, buscando novas alternativas na captação de alunos e na interação com a sociedade”, explicou. Por fim, José Alberto Aranha, da PUCRio, trouxe a reflexão sobre a necessidade de produção da inovação dentro das universidades. “O movimento que existe hoje é das empresas adquirirem a produção científica das universidades e fabricarem o resultado dela externamente. Precisamos começar a criar mecanismos de produção dentro das universidades, trazendo mais desenvolvimento e inovação para nossa realidade”.
O segundo eixo temático só se encerrou com o simpósio satélite que permitiu a interação com o Prof. Me. Andrés Govela Gutiérrez, da Universidad La Salle Bajío, México. Andrés apresentou um pouco a sua Instituição: falou da estrutura, do corpo docente, dos números da graduação e pós-graduação, sistema de indicadores, comunicação e relação com empresas. Perguntado sobre o Parque Tecnológico, ele respondeu que o local só deu certo porque sempre foi pensado como um parque de inovação social, onde, principalmente, as áreas de educação e saúde desenvolveram propostas diretas à sociedade. Após o simpósio satélite os participantes seguiram para as apresentações de trabalhos.
Eixo 3 fechou o dia com debate sobre a interação entre universidade e educação básica
À noite o debate foi mediado pelo Prof. Dr. Gilberto Ferreira, do Unilasalle. O tema do terceiro e último eixo temático foi a interação entre universidade e educação pré-universitária. A Profª. Drª. Dirléia Fanfa Sarmento do Unilasalle abriu os trabalhos, seguida pelo Prof. Dr. Jaume Del Campo Sorribas, da Universitat de Barcelona, na Espanha. Além deles, teve uso da palavra o Prof. Dr. Juan Castillo, da Universidad de Bruxelas, na Bélgica. A fala dos participantes girou em torno da experiência que tiveram em suas instituições. Um dos papeis da universidade, nesse contexto, segundo o Prof. Jaume é a formação continuada dos docentes com foconas demandas da sociedade. Já Castillo apostou na formação cidadã: “Cidadania é o que há em comum entre a universidade e a formação pré-universitária”.
A mesa redonda foi encerrada com a fala do Secretário da Educação de Canoas, Eliezer Pacheco que destacou a necessidade de se quebrar as barreiras que existem entre a educação básica e a superior, favorecendo, assim, a educação continuada. “Mas para isso é preciso quebras estereótipos da escola como o mestre diante turma, alunos enfileirados. Nos tempos de internet, esse formato não cabe mais”, afirmou. Além disso, o secretário ressaltou a necessidade da formação continuada de professores e do envolvimento do aluno de licenciatura com a prática em sala de aula desde cedo.
O III Congresso Ibero-Americano sobre Governança Universitária termina nesta terça-feira, dia 29/09.
Fuente: unilasalle.edu.br
Congresso reúne presenças internacionais até esta terça-feira
O comprometimento dos atores que fazem a universidade para o fortalecimento da governança universitária e a internacionalização centrou as discussões da manhã desta segunda-feira, dia 28/09, do 3º Congresso Ibero-Americano sobre Governança Universitária, sediado no Unilasalle Canoas. A Profª Drª Luciane Stallivieri, da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC abriu os trabalhos falando sobre […]
O comprometimento dos atores que fazem a universidade para o fortalecimento da governança universitária e a internacionalização centrou as discussões da manhã desta segunda-feira, dia 28/09, do 3º Congresso Ibero-Americano sobre Governança Universitária, sediado no Unilasalle Canoas. A Profª Drª Luciane Stallivieri, da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC abriu os trabalhos falando sobre cooperação internacional. Explanando todas as gerações da internacionalização vividas nas instituições de ensino na contemporaneidade, Luciane reforçou a importância de todos os membros da universidade estarem preparados para viver esse novo paradigma. “Nossos reitores precisam estar imbuídos e começarem um planejamento para a cooperação internacional. Nossos professores precisam estar pedagogicamente preparados para incluir os alunos de outros países”, reforçou a pesquisadora que não excluiu o comprometimento do corpo técnico-administrativo na missão da internacionalização dentro das universidades.
A participação internacional do Prof. Me. Francisco Contreras socializou um trabalho sobre governança universitária que envolve pesquisadores de diferentes países da América Latina e que esclarece facetas do modelo universitário nessa região. “Qual o modelo de governança que podemos recomendar para que a instituição funcione da melhor maneira e com mais eficiência? Estamos em um cenário em que olhamos para fora, estudando o modelo de gestão de empresas externas e não de nossas próprias instituições”, problematizou Contreras, que já reúne um levantamento de mais de 700 estatutos de universidades ibero-americanas em sua pesquisa.
Wolmir Therezio Amado, Reitor da PUC Goiás compartilhou sua experiência à frente da instituição, relacionando o modo de governar com o cenário histórico e social do momento. Segundo ele, a “teia complexa de relações e interesses” que é a universidade, só pode alcançar a excelência se esta for um hábito e se houver sustentabilidade financeira. “Não há governança universitária que sobreviva sem saúde financeira”, finalizou.
Finalizando as palestras da manhã, o Prof. Me. Leonardo Nunes, Diretor Administrativo da UBEC trouxe a reflexão sobre a importância da dimensão humana na governança universitária. A necessidade de se desburocratizar para reter talentos internos e de gerar e manter o sentimento de pertença entre o corpo funcional foram apresentadas como cruciais para o desenvolvimento das universidades como organizações.
No final da manhã aconteceram apresentações de trabalhos divididas em eixos de interesse. O 3º Congresso Ibero-Americano sobre Governança Universitária continua nesta tarde com o Eixo 2 – Gestão Universitária Atual: Relação entre Universidade, Empresa, Governo e Sociedade.
Fuente: unilasalle.edu.br
ULagos participa en III Congreso Iberoamericano sobre Gobernanza Universitaria
Entre el 27 y 29 de septiembre del presente año se realizará el III Congreso Iberoamericano sobre Gobernanza Universitaria. La actividad académica se llevará a Brasil, y es organizada por la Universidad de Lasalle de Canoas y la Universidad de Los Lagos. Esta es la primera vez que el encuentro se realiza fuera de Chile. […]
Entre el 27 y 29 de septiembre del presente año se realizará el III Congreso Iberoamericano sobre Gobernanza Universitaria. La actividad académica se llevará a Brasil, y es organizada por la Universidad de Lasalle de Canoas y la Universidad de Los Lagos. Esta es la primera vez que el encuentro se realiza fuera de Chile. Las dos primeras versiones se realizaron en la ULagos Campus Santiago.
El objetivo de la instancia es reunir a académicos, directivos y profesionales de las universidades Iberoamericanas, con el fin de compartir conocimientos y discutir propuestas y experiencias en el ámbito de la gobernanza universitaria.
El evento considera una gama de actividades, a saber: conferencias, mesas redondas, presentación de trabajos y simposios. Entre los congresistas y los suscriptores hay confirmados alrededor de 150 participantes de varias instituciones educativas de Brasil, México, Argentina, Bélgica, Chile, Ecuador y España.
Las actividades y los trabajos presentados se dividirán en tres grandes temáticas:
– Gobernanza universidad y administración de personal en universidades.
– Gestión de la universidad de hoy: la relación entre la universidad, las empresas, el gobierno y la sociedad.
– Entrenamiento pre-universidad: la interacción entre la universidad, la escuela secundaria y la escuela primaria.
De la Universidad de Los Lagos, participarán el fundador del Congreso y Director del Programa de Investigación sobre Gobernanza e Inclusión Organizacional-PRIGO, Dr. Francisco Ganga, el Director del Departamento de Ciencias del Desarrollo, Dr. (c) Juan Abello, y el asistente de investigación Patricio Viancos.
+ IMAGEN: Universidad de Lasalle de Canoas, Brasil.
Fuente: santiago.ulagos.cl
Reforma educacional: De expectativas frustradas, movilizaciones y violencia
Hoy nos encontramos sin reforma real, con más incertidumbres que nunca, y con violentas movilizaciones al interior de las universidades con el objetivo de destruir su frágil institucionalidad en nombre de la democracia. Así no se construye la Universidad, ya sea la actual, la aspiracional o la utópica. La Reforma Educacional en Chile pasará a […]
Hoy nos encontramos sin reforma real, con más incertidumbres que nunca, y con violentas movilizaciones al interior de las universidades con el objetivo de destruir su frágil institucionalidad en nombre de la democracia. Así no se construye la Universidad, ya sea la actual, la aspiracional o la utópica.
La Reforma Educacional en Chile pasará a la historia como un excelente ejemplo de promesa diferida (Baudrillard). Esto es, una iniciativa que se sustenta y sostiene sólo por su incumplimiento, el mismo que va nutriendo, con retórica y estética, su existencia.
Me cuento entre quienes pensábamos, al calor de las primeras propuestas, que eran necesarias transformaciones estructurales importantes. Hoy nos preguntamos si lo que faltó, precisamente fue iniciar con decisión dichas transformaciones, porque las tibias y erráticas acciones implementadas terminaron diluyéndose al final entre las connaturales vacilaciones de los partidos políticos (consensos, cónclaves y “nuevos” partidos) y la rebeldía de las calles. Nada coherente puede salir de esta dialéctica puramente maniquea. Las calles son impías y los partidos son eternos moralistas del statu quo. ¿Qué podíamos esperar?
De ahí que hoy estemos como estamos. Sin reforma real (sólo algunos cambios cuyo impacto no se observa con claridad), con más incertidumbres que nunca (aunque vivimos un mundo de incertidumbres, las políticas públicas al menos deberían ser explícitas y con menos esquizofrenia que hasta ahora); sin un anhelado fortalecimiento estatal y público, sino más bien con violentas movilizaciones al interior de las universidades con el objetivo de destruir su frágil institucionalidad en nombre de la democracia.
En este convulso escenario, no sólo hemos visto cómo se aleja la reforma, sino también cómo se fragiliza la democracia. Porque cuando la democracia y la participación son fines en sí mismos y principios de las relaciones sociales, no pueden ser utilizados como argumentos y como medios para obligar a otros e imponer ideas. La frontera entre medios y fines es sutil, especialmente por las mediaciones políticas y del poder, de tal suerte que en sus espacios intersticiales suelen alzarse héroes y villanos, defensores y opositores, aunque normalmente son historias contingentes, en las cuales se imponen ciertas moralidades sobre el poder… y poco más.
Las recientes movilizaciones estudiantiles -que en la Universidad de La Frontera se extendieron unos 80 días, entre paros y tomas- dejan secuelas que debemos saber abordar como comunidad. Con un amplio petitorio estudiantil inicialmente acordado en la mesa de negociación, pero rechazado por la dirigencia estudiantil, para firmar 15 días después un acuerdo bastante menor en sus alcances; y con más de 100 millones de pesos en pérdidas por robos y daños durante las tomas.
Ahora bien, las recientes movilizaciones estudiantiles -que en la Universidad de La Frontera se extendieron unos 80 días, entre paros y tomas- dejan secuelas que debemos saber abordar como comunidad. Con un amplio petitorio estudiantil inicialmente acordado en la mesa de negociación, pero rechazado por la dirigencia estudiantil, para firmar 15 días después un acuerdo bastante menor en sus alcances; y con más de 100 millones de pesos en pérdidas por robos y daños durante las tomas.
Es necesario reflexionar con urgencia sobre la violencia en todas sus formas y niveles, porque en las circunstancias vividas se corre el riesgo de caer en una profunda indolencia hacia los hechos violentos, lo cual amenaza gravemente la vida universitaria. Muchos de esos hechos (agresiones físicas y verbales, robos y daños) son absolutamente inaceptables -aunque habrá quienes los justifiquen (el “oprimido” hace uso legítimo del recurso de la violencia contra el “opresor”)- y contravienen los principios de la razón y el diálogo. Así no se construye la Universidad, ya sea la actual, la aspiracional o la utópica.
Por otra parte, las negociaciones y Asambleas nos dejan una lección, a saber, la universidad no sólo debe “producir consensos”, sino también debe salvaguardar la libertad de conciencia, como lo hizo en otras épocas frente a los “consensos” de diferentes ideologías (religiosa, política, económica, etc.). En este sentido, las Asambleas sólo “producen acuerdos” de minorías que luego se imponen como consensos vinculantes. No creo en esos consensos ni en su carácter vinculante.
“La invocación del consenso como autoridad trascendente a los individuos, preconizada por las teorías contemporáneas de la justicia de Rawls y de Habermas, no es una excepción a la regla. En lugar de ver ahí una solución, se debe aceptar y reconocer que las teorías contractualistas y consensualistas han producido los obstáculos ético-políticos a los que pretenden escapar.” (Poulain, Jacques, 2012: 189 y 190. Universidad de París 8, Francia)
En mi opinión, nada ni nadie puede estar por sobre la conciencia individual. Ningún grupo, ideología o institución puede estar por sobre los individuos. Una cosa es aceptar las decisiones de la mayoría y otra muy distinta es aceptar sin más una imposición procesal de las ideas. De lo contrario, no lograremos advertir que sólo se nos lleva desde un sistema que se critica a otro sistema que jamás hemos discutido y que se trata de imponer con la fuerza. Porque la democracia sólo se justifica si asegura las libertades.
Fuente: blog.lanacion.cl
Fotografía: ufro.cl
Seis formas de salvar la ciencia
La investigación en España está llena de paradojas. Los científicos son algunos de los profesionales mejor valorados por la población,pero casi la mitad de los españoles no sabe nombrar ni a uno. El país ha llegado a estar entre los 10 que más ciencia producen, pero la inversión pública y privada en I+D+i no ha […]
La investigación en España está llena de paradojas. Los científicos son algunos de los profesionales mejor valorados por la población,pero casi la mitad de los españoles no sabe nombrar ni a uno. El país ha llegado a estar entre los 10 que más ciencia producen, pero la inversión pública y privada en I+D+i no ha dejado de caer desde el comienzo de la crisis hasta quedar en el 1,24% del PIB, un nivel similar al de 2006 y cada vez más lejos de la media de la UE. Mientras el ministro de Educación, Ignacio Wert, dice que la fuga de cerebros está sobredimensionada, y el presidente del Consejo Superior de Investigaciones Científicas (CSIC), el mayor organismo público de I+D+i, asegura que es “una leyenda urbana”, los datos del Instituto Nacional de Estadística muestran que entre 2010 y 2012 se perdieron más de 7.500 investigadores, y otros datos oficiales aseguran que la plantilla del CSIC ha bajado en 1.800 empleados en dos años y medio. Estos y otros problemas centraron el debate El apoyo a la investigación en España, organizado por EL PAÍS y patrocinado por Fundación La Caixa. El presidente del CSIC, Emilio Lora-Tamayo, invitado a este foro, declinó asistir.
Cultura
El problema de la I+D+i en España es que “no se trata solo de dinero, sino de cultura”, opina el cardiólogo Valentín Fuster, director general del Centro Nacional de Investigaciones Cardiovasculares (CNIC). En su opinión “es fundamental motivar a la gente joven, darle oportunidades, tener la tecnología adecuada y fomentar la excelencia”. “El talento que he visto en España no lo he visto en ningún país”, destaca Fuster.
Uno de los retos que afronta el país es mantener parte de ese talento y hacerlo sí es una cuestión de dinero, según Carlos Buesa, director general de Oryzon. “En este país nos ha faltado un compromiso político transversal para blindar los presupuestos y no estar sujetos a los vaivenes políticos”, resalta. “La financiación del sistema es excepcionalmente mala y por eso necesita una solución excepcional, como se ha hecho en otros sectores”, considera Enric Banda, director del área de ciencia y medioambiente de la Fundación La Caixa.Esta fundación dedica 30 millones de euros al año a investigación biomédica en las enfermedades más prevalentes. Ante este y otros problemas, la estrategia del actual Gobierno pasa por “estabilizar al alza los presupuestos”, asegura Carmen Vela, secretaria de Estado de I+D+i. “Desde que empezaron a subir los presupuestos de ciencia en 2000 hemos seguido una evolución en dientes de sierra”, señala Vela. Insuflar dinero en tiempos de bonanza y recortarlo en las crisis como ha hecho el actual Gobierno y el anterior es exactamente lo contrario que se debería hacer para aumentar la productividad. Vela coincide en que lo que falta ahora es creérselo. “Yo ya he quitado de mis discursos lo de la sociedad basada en el conocimiento porque ya está manido”, reconoce la secretaria de Estado, en referencia a una de las frases más repetidas cuando se hablaba de crecimiento antes de la crisis.
La Agencia de Investigación, para 2015
“Estamos trabajando para que la Agencia salga en 2015”, explica Carmen Vela, secretaria de Estado de I+D+i. Se refiere a la Agencia Estatal de Investigación, un organismo llamado a mejorar y estabilizar la financiación pública en este campo. “El primer borrador que me encontré era de 2005”, reconoce. El organismo estaba ideado para dar independencia y estabilidad a la gestión de los fondos de I+D+i más allá de los vaivenes políticos del momento. La agencia es una reclamación histórica de la comunidad científica en España y está recogida en la Ley de la Ciencia, aprobada con un gran consenso político en junio de 2011. Más de tres años después el organismo sigue en el limbo. Su creación inminente ha sido anunciada o dada por hecha varias veces por el Gobierno, pero el ministerio de Hacienda nunca le ha dado el obligatorio visto bueno. “Por ahora tenemos dos informes de Hacienda que no son favorables, pero al menos tampoco desfavorables”, admite Vela. “Espero que la agencia la podamos tener desde luego antes de que acabe la legislatura”, añade.
Por su parte, Enric Banda, de la Fundación La Caixa, advierte que lo importante es “qué tipo de agencia tendremos finalmente”. “No necesitamos una mera transformación del Ministerio en agencia”, explica. “El espíritu”, dice, es que la nueva entidad se parezca al Consejo Europeo de Investigación, un organismo de la UE que goza de gran independencia y que cada año otorga becas y proyectos de I+D solo a los científicos de mayor excelencia dentro y fuera de la UE. Una de sus principales ventajas es que su financiación está asegurada durante siete años, lo que da estabilidad a sus programas.
La falta de cultura científica contribuye a que los políticos puedan mantener ese avance en picos de sierra sin muchos problemas. “La sociedad no sabe nada de ciencia”, resalta Vela. Es un problema idéntico, dice, al que hay “en el Parlamento, donde la ciencia solo sale en los debates como elemento arrojadizo y no por la importancia que pueda tener”, lamenta.
Muchos de los participantes destacan que el punto clave es proteger a los cerebros más jóvenes y mejor preparados: promocionar la excelencia. Aquí también entra en juego la necesidad de generar vocaciones científicas desde muy jóvenes y en eso, dice Buesa, los medios de comunicación no siempre ayudan, pues transmiten “fatalismo” sobre la carrera científica.
Reformas
Otro de los grandes problemas es la rigidez y burocracia reinante en muchos centros públicos de investigación y universidades. En España, estas últimas contribuyen el 60% de todo el I+D+i del país, según recuerda Vela. Pero ni las universidades ni los grandes centros públicos como el CSIC cuentan con la flexibilidad e independencia de operación que tienen otros organismos como el CNIC de Fuster o el Centro Nacional de Investigaciones Oncológicas (CNIO) que dirige María Blasco. Y en su opinión, ni siquiera estos centros de referencia tienen suficiente visibilidad y relevancia. “En España los centros de mayor excelencia no tienen tanto apoyo como sus homólogos alemanes, por ejemplo”, resalta Blasco.
Universidad
Una de las piezas del sistema donde más se nota la falta de reformas son los campus españoles, a menudo criticados por su endogamia y su falta de renovación. Buesa menciona que el departamento donde leyó la tesis y formó su primer grupo de investigación en la Universidad de Barcelona está en 2014 con unos niveles de financiación iguales a los de 1996. Esto significa “un profesorado que no se renueva y ninguna posibilidad para fichar a jóvenes”, resalta.
Otro problema es la falta de competitividad internacional. En España, “la excelencia no ha llegado a la universidad”, opina Banda. En otros países las universidades colaboran estrechamente con los centros de mayor excelencia. “En España nos falta mezclar más la investigación con la educación, en Alemania los centros Max Planck están frecuentemente en los campus y en ellos reclutan a sus jóvenes científicos”, comenta Mónica Martínez, presidenta de GMV.
Fuga de cerebros
Al contrario que Wert o Emilio Lora-Tamayo, Vela sí reconoce que “hay un problema” con la fuga de cerebros. “Hay que tratar de definirlo porque no tenemos datos, espero que pronto podamos tenerlos, aunque estos años se han producido flujos migratorios que es muy complicado seguir”, comenta. Buesa llama al realismo y asegura que ningún país, ni siquiera EE UU, puede dar cabida a todos sus jóvenes doctores y es la empresa privada la que acaba contratando a muchos de ellos. “Si todos los españoles que llevan tres, cinco, diez años en el extranjero como investigadores postdoctorales ganándose la vida quieren volver a España para ser científicos del CSIC o catedráticos de universidad, tenemos un problema porque el país nunca tendrá esa capacidad, ni ahora ni dentro de 50 años”, resalta.
En los últimos años la capacidad de absorción del sistema español ha sido casi nula. Para intentar corregirlo, Vela dijo que, aunque no esté “sobre el papel” en los presupuestos para 2015, ese año se repondrá “el 100%” de las plazas para investigadores que queden vacantes en el sistema público de I+D+i. Hasta ahora, las restricciones impuestas por el Gobierno solo dejaban cubrir una de cada 10 plazas y, en 2015, la cifra sobre el papel es del 50%. Pero incluso esta medida no escrita solo permitiría “quedarnos como estamos”, resaltó Banda.
Empresas innovadoras
La investigación básica cada vez despierta más el interés de las empresas en el campo de la biomedicina, explica Blasco. En su centro, dice, el grupo que hace investigaciones más básicas es también el que tiene más acuerdos con empresas. Estas compañías, sobre todo farmacéuticas, están buscando “líderes científicos” en los mejores centros de I+D. El problema, resalta, es que “todos los acuerdos que tenemos con farmacéuticas son con empresas extranjeras”.
“En España sí tenemos líderes mundiales en algunos sectores, aunque es cierto que no son muchos y que no se nos conoce”, opina Martínez sobre su sector, el espacial. Aparte de las grandes compañías, lo que faltan son firmas más pequeñas que también puedan ser líderes, dice Buesa, que ha cerrado un acuerdo con una multinacional suiza para desarrollar un nuevo tratamiento contra el alzhéimer.
En general, España sigue presentando un panorama de I+D+i empresarial copado por unas pocas grandes compañías pero, aún así, el sector privado contribuye poco más de la mitad de todo el gasto en I+D+i, lejos de los países líderes. “En Japón, las empresas aportan el 80% del gasto en I+D”, recuerda Vela. También es evidente la brecha con el entorno de la UE. Solo 21 empresas españolas están entre las 1.000 firmas europeas que más invirtieron en I+D en 2013.
Mecenazgo
Al analizar la situación de otros países, llama la atención la contribución en I+D+i por parte de fundaciones y filántropos. La nueva ley de mecenazgo debería haber despejado el camino en este campo, pero la norma está aún en proceso de ser aprobada. “El borrador se comenzó a hacer a principios de legislatura; han salido algunas partes y otras siguen en estudio, pero es difícil sacarla en las actuales circunstancias”, reconoce Vela. “El sector filantrópico está creciendo, pero aún supone menos del 1% de lo que se invierte en I+D mientras en Italia es el 3% y en Reino Unido, el 5%”, dice Banda.
Fuente: elpais.com